sexta-feira, 8 de abril de 2011

Le Nozze di Figaro - Coliseu do Porto




Fotos de: Marta Ferreira e Helder Barreto


terça-feira, 15 de março de 2011

Ópera no Coliseu do Porto / Orquestra do Norte


Ópera em Quatro Actos

Música de Wolfgang Amadeus Mozart

Libretto de Lorenzo da Ponte, baseado na comédia Le nozze di Figaro de Beaumarchais

Première Mundial: Viena, a 1 de Maio de 1786

As Bodas de Fígaro, uma das óperas mais populares de Mozart, foi criada a partir da segunda peça da trilogia de Beaumarchais, La Folle Journée, ou Le Mariage de Figaro, de 1778, que havia sido banida dos palcos de Viena devido à temática subversiva, mais especificamente, no que diz respeito à sátira à nobreza – um tema arriscado numa época de grandes convulsões políticas. Apesar da proibição, Mozart teria tido acesso à versão impressa do drama assim como à adaptação operática da primeira peça da trilogia, Le Barbier de Séville, por parte de Giovanni Paisiello. Estreada em Viena em 1783, a ópera de Paisiello foi um enorme sucesso e constituiu, ao mesmo tempo, uma oportunidade para Mozart se inteirar do drama de Beaumarchais. Seria no entanto inevitável que o libreto, resultado da primeira colaboração de Da Ponte com Mozart, suprimisse as secções mais comprometedoras resultando numa obra claramente menos subversiva que o texto original.

A composição de As Bodas de Fígaro iniciou-se no final de 1785, tendo a estreia ocorrido em Maio do ano seguinte, em Viena onde a obra foi muito bem aceite. De seguida, foi levada à cena em Praga onde teve uma recepção entusiástica, acabando por levar à encomenda de Don Giovanni, estreada na mesma cidade, no ano seguinte. Por outro lado, a reposição da ópera, em 1789 em Viena, conduziria à encomenda de Così fan tutte, tornando As Bodas de Fígaro uma peça fundamental para a produção operática subsequente do compositor. Na última década do século XVIII e nos séculos seguintes, a obra foi alvo de várias traduções e adaptações, tornando-se uma das obras mais encenadas e emblemáticas do repertório operático ocidental. Personagens e Intérpretes:

Conde de Almaviva - Job Arantes Tomé (barítono) Condessa - Sónia Alcobaça (soprano) Susana - Ana Pinto (soprano) Querubim - Madalena Boleo (soprano) Don Bártolo - Bruno Pereira (barítono) Fígaro - Hugo Oliveira (baixo-barítono) Don Basílio - Fernando Guimarães (tenor) Marcelina - Inês Soares (soprano) Barbarina - Inês Moreira (soprano) António - Tiago Matos (barítono)

Coro da Ópera do Porto Emídio Guidotti, encenação Young Min Park, direcção musical


quarta-feira, 2 de março de 2011

Teatro Municipal de Almada

Teatro Nacional de São Carlos
DEPOIS DA GUERRA CIVIL – O REPERTÓRIO ITALIANO

TNSC // João Paulo Santos


O ciclo O São Carlos no Século XIX prossegue com trechos do repertório italiano que se ouvia no nosso teatro de ópera, após a Guerra Civil que paralisou o País até 1834. João Paulo Santos, ao piano, e Sónia Alcobaça, Maria Luísa de Freitas e Luís Rodrigues – cantores que são presenças regulares nos palcos de ópera portugueses e estrangeiros – interpretam um programa que delineia a progressiva afirmação do brilho e exigência do belcanto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Portfólio: I Pagliacci




I Pagliacci - Leoncavallo
Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz - 2008
Fotografias de Francesco Bondì (Encenador e Cenógrafo)

domingo, 3 de outubro de 2010

TNSC - CAVALLERIA RUSTICANA



Fotos de Ricardo Brito




CONTAR UMA ÓPERA
- CAVALLERIA RUSTICANA
PIETRO MASCAGNI (1863-1945)


TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS


NOVEMBRO
Dia 3 e 4 às 20:00h

Dia 6 e 7 às 16:00h


VERSÃO DE CONCERTO

Direcção Musical Martin André

Ópera contada por Beatriz Batarda

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

INTÉRPRETES

Santuzza Sónia Alcobaça
Lola
Maria Luísa de Freitas
Lucia
Laryssa Savchenko
Turiddu
Fernando del Valle
Alfio
Luís Rodrigues


Melodramma em um acto.
Libreto de Giovanni Targioni-Tozzetti e Guido Menasci, segundo a peça de Giovanni Verga.


Estreia absoluta: Teatro Costanzi de Roma a 17 de Maio de 1890


SINOPSE

A ideia de criar uma ópera sobre a peça Cavalleria Rusticana de Giovanni Verga, surgiu em 1888 quando Pietro Mascagni tomou conhecimento da 2.ª edição do concurso patrocinado pelo editor Edoardo Sonzogno. O libreto, concluído em 1888, resultou de um convite ao seu amigo Giovanni Targioni, tendo este por sua vez convidado Guido Menasci. O compositor terminou o melodramma em um acto no mês de Maio de 1889, enviando-o a Puccini que, por sua vez, o deu a conhecer a Giulio Ricordi que não revelou entusiasmo pelo trabalho. Cavalleria Rusticana foi uma das obras premiadas no concurso, valendo-lhe a estreia em 1889 sob a direcção de Leopoldo Mugnone, um dos mais reputados maestros ligado aos géneros operáticos. A ópera revelou-se um grande êxito, sendo colocada em cena nos principais teatros de ópera do mundo e resultando num considerável lucro para Sonzogno. A acção tem lugar na Sicília, durante a Páscoa, e assenta num enredo amoroso com final trágico. Santuzza carregava no ventre um filho de Turiddu. No entanto, ele abandonara-a voltando para o seu antigo amor, Lola, casada com Alfio. Os dois amantes assumiram a sua relação publicamente, desencadeando um duelo por desafio de Alfio a Turiddu. A luta tem lugar fora de cena, sendo a morte de Turiddu anunciada pelo choro e gritos das mulheres no final da ópera. Mascagni criou assim uma ópera dominada pela estética verista, apresentando elementos sonoros e motivos recorrentes que evocavam o ambiente siciliano, assim como outros associados às personagens, dominados pelos sentimentos de ciúme e traição. O equilíbrio da obra surge da conjugação de uma orquestração e harmonia convencional, aliado a uma inventividade melódica que expressa o domínio criativo do compositor.
Pedro Russo Moreira


Críticas:

*
Mascagni: "Cavalleria Rusticana"

"(...) mas foi Sónia Alcobaça (Santuzza) quem mais brilhou e a única que tentou emprestar alguma intenção dramática à representação. O papel, porém, é pesado e não deve abusar. A estrela vai em honra dela."

Jorge Calado, in Atual / Expresso


"Excelente interpretação da soprano Sónia Alcobaça (Santuzza). O São Carlos pisca o olho a um público mais jovem, oferecendo um outro olhar sob a obra de Pietro Mascagni."

in http://acidadedeclarissa.blogspot.com


domingo, 19 de setembro de 2010

Teatro Municipal de Almada - Vamos fazer uma Ópera



VAMOS FAZER UMA ÓPERA

Um Divertimento para
Gente Miúda, op 45


Benjamin Britten / Eric Crozier


2 OUTUBRO 2010
Sáb às 16h00
/ Duração:2h15m
M12
Teatro Municipal de Almada
Sala Principal





-
NA ESCOLA / Teatro
Paulo Matos

-
O PEQUENO LIMPA-CHAMINÉS / Ópera

versão portuguesa de Alexandre Delgado


Vamos, de novo, Fazer Uma Ópera
"Let's make an opera, na concepção original de Benjamin Britten e Eric Crozier nasceu da vontade de criar uma ópera para e feita por crianças. Os protagonistas do espectáculo são crianças, quer as que desempenham os papéis da história do limpa-chaminés quer as que cantam na plateia as canções emblemáticas da ópera e que, supostamente, participaram activamente na sua criação e construção. É este o principal desafio: o público, maioritariamente constituído por jovens, deverá sentir não só que está a assistir a todo o processo de produção de um espectáculo de ópera, desde a sua criação, ao seu planeamento, ensaios, construção, etc, mas também que faz parte dele como personagem colectivo na forma de coro. Quando há 16 anos atrás realizei a primeira montagem desta obra no Teatro S. Luiz no âmbito da Lisboa/94, a minha primeira opção de fundo, que mantenho para esta remontagem, foi a de colocar todo esse processo – de produção de um projecto com e por crianças – dentro de uma escola. Pareceu-me então, como hoje ainda, que é dentro de uma escola, nas suas dimensões de aprendizagem, crescimento, confronto e vivências, que os jovens se constroem e, numa primeira fase, se relacionam com os universos culturais. Por isso me pareceu e parece que faz todo o sentido que este Vamos Fazer Uma Ópera seja uma decisão de projecto colectivo dentro de uma escola imaginária que construiremos no Grande Auditório da FCG. O desafio agora, tantos anos e tantos projectos depois – obrigado Catarina por tanto percurso partilhado - será o de saber sentir e recriar tudo o que mudou nos jovens e nas escolas desde então. Encontrando, uma nova linguagem, um renovado universo de relacionamentos e, até, uma redobrada competência como resultado de uma crescente maturidade. Vamos, de novo, fazer uma ópera!" Paulo Matos

Ficha Técnica:

Paulo Matos - concepção geral e encenação
Nuno Sá - direcção musical
Sara Machado Graça – cenografia e figurinos
Paulo Graça - desenho de luz
Paula Nora - produção executiva

Intérpretes e Personagens:

Diogo Mesquita – Diogo
Sónia Alcobaça – Gertrudes / Rosa
Luís Rodrigues – Amadeu / Zé Carvão / Tomás
João Queirós – Eleutério / Quim / Alfredo
Luísa Barriga – Cristina / Júlia
Maria Luísa de Freitas – Isabel / Dona Berta
Nuno Sá – Ricardo / Maestro
Luis Campos – Joãozinho
Catarina Mota e Melo – Aluna / Sofia
Maria Varandas – Aluna / Raquel
Pedro Portas Fontes – Aluno / Pedro
Martinho Ferreira – Aluno / Hugo
Leonor Andrade – Aluno / Tina

Alunos e Coro:

Ana Margarida Botelho, Beatriz Silva, Catarina Barreiros, Catarina Sousa, Clara Pedro, Guilherme Oliveira, Joana Costa, Madalena Barão, Madalena Pereira, Madalena Veiga, Mafalda Gonçalves, Maria Ferrer, Maria Luís Santos, Maria Madalena Santos, Susana Francês, Susana Medeiros.


Músicos:
Pianos - Pedro Vieira de Almeida e João Crisóstomo
Violinos - Ana Pereira e Ana Filipa Serrão
Viola - Joana Cipriano
Violoncelo -
Carolina Matos
Percussão - Pedro Carvalho


Produção original:


Fundação Calouste Gulbenkian – Descobrir
- Programa Gulbenkian para a Cultura -

terça-feira, 7 de setembro de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Festival das Artes - Águas Infindas







Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas
28 de Julho - 21h00

"Movimentos Fugidios"


A.P.VARGAS: Águas matinais da Holanda (a)
A.P.VARGAS: Quedas de água (com lágrimas) (a)
DEBUSSY: Reflets dans l’eau (de Images I) (b)
BERIO: Wasserklavier (b)
STOCKHAUSEN: Pischis & Aquarius (de Tierkreis) (b)
LIGETI: Arc’en ciel (b)
A.P.VARGAS: Liszt em Bellagio (de Holderlinos) (b)
A.P.VARGAS: A cada semana (Ária da ópera “Outro fim”) (b) + (c)
A.P.VARGAS: 4 ou 5 movimentos fugidios de água (b) + (d)


(a) António Pinho Vargas, piano
(b) Miguel Henriques, piano
(c) Sónia Alcobaça, soprano
(d) Ana Maria Santos, clarinete
(d) Carlos Gomes, violoncelo

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cole Porter/Nuno Côrte-Real: Ev'ry time We Say Goodbye



Cole Porter's "Ev'ry time We Say Goodbye", with arrangement of composer and maestro (seen in the video) Nuno Côrte-Real.


Sónia Alcobaça soprano

ENSEMBLE DARCOS
Fausto Corneo clarinete / clarinet
Gaël Rassaert violino / violin
Reyes Gallardo viola
Filipe Quaresma violoncelo / cello
Helder Marques piano

CAMERATA DU RHÔNE
Gaël Rassaert violino e direção / violin and direction
Teatro-Cine de Torres Vedras, 10.01.2010 (Concerto de Ano-Novo)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Recital em Sesimbra





Vincenzo Bellini - Norma
Dueto de Adalgisa e Norma



Aqui fica um dos momentos do Recital de Sesimbra, realizado em Março deste ano (2010). Apesar da faringite e do eco da igreja, penso que vale a pena o registo. Na companhia dos meus queridos Laryssa Savchenko e Nuno Margarido Lopes, apresentámos um programa dedicado aos duetos para Soprano e Mezzo no período Romântico. A gravação é do meu não menos querido Luis Pereira, a quem agradeço toda a dedicação e carinho.


domingo, 16 de maio de 2010

Ópera no Castelo de Silves - Allgarve 2010









Così fan Tutte
Wolfgang Amadeos Mozart
Lorenzo Da Ponte


Castelo de Silves
10 e 11 de Julho de 2010 - 21:30


Paulo Matos - Encenação
Osvaldo Ferreira - Direcção musical

Alexandra Moura - Dorabella
Bruno Pereira - Don Alfonso
Carla Simões - Fiordiligi
João Cipriano - Ferrando
João Merino - Guglielmo
Sónia Alcobaça - Despina

Côro de 12 elementos

Co-repetição - Armando Vidal
Cravo - José Manuel Brandão
Cenografia e figurinos - Bruno Guerra
Coreografia - Carlos Matos
Desenho de luzes - Paulo Graça

Orquestra do Algarve


Crítica:
"Prende-nos no encantamento de luzes místicas, e leva-nos até ao seu majestoso castelo no cimo de uma colina, o palco da ópera «Cosi fan Tutte» de Wolfgang Amadeus Mozart, inserida no programa cultural «Allgarve’10».
O cenário natural de muralhas carregadas de história como bastidores, e o céu estrelado não poderiam ser melhores para nos fazer mergulhar até ao século XVIII e nos reencontrarmos em plena Nápoles...
A Orquestra do Algarve apresentou-se com uma formação surpreendentemente jovem, sob a batuta do maestro Osvaldo Ferreira, seduziu-nos com os sons tipicamente expressivos, melódicos e harmónicos de Mozart, e envolveu-nos no enredo do amor, que domina esta comédia.
A história? Don Alfonso lança um desafio provocante a Ferrando e Guglielmo, em que eles deveriam pôr à prova a fidelidade das suas amadas, Dorabella e Fiordiligi. Os dois oficiais fingem ser chamados para irem para a guerra, disfarçam-se de dois turcos galantes, charmosos e sedutores, e tentam conquistar a amada um do outro o que afinal acabam por conseguir.
A música de Mozart, alegre, jovial e rica acompanha brilhantemente esta história ligeiramente irreverente de sentimentos apaixonantes, que conjuga da melhor forma a austeridade e a ironia da vida – no que respeita ao amor.
Além da interpretação musical – que quase nos convenceu na totalidade - há que salientar sobretudo a qualidade artística dos cantores, que conseguiram arrastar consigo o público multicultural e entusiasmá-lo.
Silves, a anfitriã com o seu pano de fundo histórico – uma amálgama das culturas europeia e oriental – ofereceu sem dúvida o palco perfeito! Um momento de cultura absolutamente bem sucedido, que mexeu com todos os sentidos!"
Bettina Schmid
in Jornal Algarve 123