quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Estreia: "Os mortos viajam de metro"


‘Os Mortos Viajam de Metro’ estreia dia 9
Teatro Municipal São Luiz
O que têm em comum Florbela Espanca, Virginia Woolf, Sylvia Plath e Sarah Kane? São quatro escritoras que tiveram o mesmo fim: encontraram a morte às suas próprias mãos, quando decidiram que a vida já lhes bastava. ‘Os Mortos Viajam de Metro’, a ópera com que o jovem compositor Hugo Ribeiro (n. 1983) venceu a segunda edição do concurso ‘Ópera em Criação’, do Teatro Municipal São Luiz, versa sobre esta contradição: quantas vezes estão unidos, na mesma pessoa, a vontade de criar e de se auto-destruir?
O espectáculo fará a sua estreia absoluta no dia 9 de Abril, às 21h00, no Teatro S. Luiz - onde cumprirá uma curta série de récitas (até domingo) - e propõe-nos rever ainda Agatha Christie (outra escritora que, embora tenha falhado, também tentou o suicídio) e a recriação de uma das mais interessantes figuras femininas da dramaturgia mundial: a ‘Ofélia' de William Shakespeare.
Com libreto de Armando Nascimento Rosa e encenação de Paulo Matos, em cena conta-se a história de uma jovem que vemos em sucessivas tentativas de suicídio e a que um coro de grandes figuras históricas femininas acompanham, em reflexões sobre vida e morte, sobre o fim por todas desejado e nunca lamentado.
Num cenário sóbrio mas muito elegante e em belos figurinos de época (criações de Bruno Guerra), eis um espectáculo em que tudo funciona para o mesmo fim: o deleite dos sentidos.
A ópera de Hugo Ribeiro - que anteriormente viu criações suas serem tocadas na Gulbenkian e que em 2007 recebeu o 1º Prémio do Concurso de Composição da Póvoa do Varzim (na categoria de Orquestra) - oferece-se como uma peça musical coerente e apreensível no seu conjunto e encontrou em Paulo Matos um encenador competente e sensível, que soube sublinhar o que nela há de trágico e exaltante mas também o seu lado cómico.
O espectáculo, que dura pouco mais de uma hora, tem direcção musical de João
É para ver dias 9 e 10 às 21h00, dia 11 às 17h30. Para maiores de 16.
sábado, 3 de abril de 2010
Temporada de Música da Casa de Ópera do Cabo Espichel

Laryssa Savchenko (mezzo-soprano)
Nuno Margarido Lopes (piano)
Dueto Polina e Lisa
Ária de Polina
Ária de Lisa
Amilcare Ponchielli (1834-1886) - La Gioconda
Ária "Suicidio"
Vincenzo Bellini (1801-1835) - Norma
Ária "Casta Diva"
Giuseppe Verdi (1813-1901) - Aída
Cena e dueto de Aída e Amnéris do I Acto
Ária "Oh!Patria mia!"
Giuseppe Verdi - Don Carlo
Ária "O don fatale"
Giacomo Puccini (1858-1924) - Madama Butterfly
Ária "Un bel dì vedremo"
Dueto "Scuoti quella fronda"
Giacomo Puccini - La Rondine
Ária "Chi il bel sogno di Doretta"
Jacques Offenbach (1819-1880) - Les Contes d'Hoffmann
Dueto "Belle nuit"
Vincenzo Bellini - Norma
Dueto de Adalgisa e Norma
"O Crepúsculo dos Deuses" na RTP2
sábado, 16 de janeiro de 2010
"Os mortos viajam de metro"
Florbela Espanca (Madalena Boléo)Música Hugo Ribeiro Co-Produção SLTM ~ TNSC | ||
SinopseEstreia da ópera resultante da 2ª. edição do concurso Ópera em Criação. Numa estação de metro abandonada, uma jovem suicida quer pôr termo à vida com um revólver. Tentou-o antes de várias formas, e por isso afastou os vivos daquele lugar, onde já não passam locomotivas. Ela é o fantasma de alguém que morreu no passado, mas não o sabe. O público também só o saberá depois do prelúdio, quando outras personagens começarem a acorrer àquele cais subterrâneo e inóspito, sem perceberem o que as atrai ali. São fantasmas de mulheres escritoras que morreram por suicídio: Florbela Espanca, Virginia Woolf, Sylvia Plath e Sarah Kane. Também a presença póstuma de Agatha Christie comparece, procurando desvendar a identidade enigmática da jovem suicída. Mas só depois de descoberto o nome daquela estação de metro desactivada, quase invisível numa das paredes, elas perceberão quem é a estranha jovem, esquecida de si mesma, que a todos assombra. Esta é uma ópera (com prelúdio e um acto) para seis cantoras que efabula, em séria e lírica paródia, sobre os laços que reúnem a criação poética e a pulsão de morte. | ||
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
CONCERTO DE ANO NOVO

Teatro-Cine de Torres Vedras
A. Copland
Concerto para clarinete e orquestra
S. Barber
Adagio para orquestra de cordas
E.Carrapatoso
“Espelho da Alma” quarteto para piano e cordas
C. Porter
9 canções (arranjos para orquestra de N. Côrte-Real)
- Night and day
- You do something to me
- It’s all right with me
- Ev’ry time we say goodbye
- I love Paris
- Let’s do it
- Get out of town
- From this moment on
- In the still of the night
Sónia Alcobaça, soprano
Rui Baeta, barítono
ENSEMBLE DARCOS
Fausto Corneo, clarinete
Gael Rassaert, violino
Reyes Gallardo, viola
Filipe Quaresma, violoncelo
Helder Marques, piano
CAMERATA DU RHÔNE
Gael Rassaert, violino e direcção
Nuno Côrte-Real, direcção musical
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
VILLE DE BRON - Espace Albert Camus


NOUVEL AN A BROADWAY
DIMANCHE 3 JANVIER | 17 H 00
Concert du Nouvel An avec la Camerata du Rhône et l'Ensemble Darcos le dimanche 3 janvier à 17 heures à l'Espace Albert-Camus.
La formation à cordes de la Camerata du Rhône et l’Ensemble Darcos du Portugal ont choisi de se réunir autour d’un répertoire de chansons de Broadway des années 1930 à 1950. C’est l’occasion de mettre en relief une partie des compositeurs de musique savante et populaire de la même époque tels que Aaron Copland et Cole Porter. Nombre de leurs créations comptent parmi les plus célèbres du grand répertoire américain de la chanson et du jazz.
Durant ce spectaculaire concert du nouvel an, les deux formations se côtoient, tour à tour, puis se mélangent pour terminer avec les mélodies célèbres de Broadway, comme Night and day, You do something to me…
Soprano: Sónia Alcobaça
Barítono: Rui Baeta
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Haydn - Nelson Mass

Quarteira, Igreja S. Pedro do Mar
Franz Joseph Haydn (1732-1809)
Te Deum para a Imperatriz Maria Teresa
Missa in Angustiis (Nelson Mass), em Ré Menor
Orquestra do Algarve
Côro Ricercare
Maestro:
Osvaldo Ferreira
Solistas:
Sónia Alcobaça (Soprano)
Patrícia Quinta (Mezzo-Soprano)
João Cipriano (Tenor)
Diogo Oliveira (Barítono)
Entrada Livre
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Concerto com a Orquestra do Algarve
Faro, Universidade do Algarve
Gioacchino Rossini (1792-1868)
Abertura de "A Italiana em Alger"
W.A.Mozart (1756-1791)
"Rapto do Serralho"
"Don Giovanni"
"Zaide"
"Flauta Mágica"
Franz Joseph Haydn (1732-1809)
Sinfonia nº84 em Mi bemol Maior
Maestro:
Osvaldo Ferreira
Solistas:
Sónia Alcobaça (Soprano)
João Cipriano (Tenor)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Cantata para un silencio - Centro Cultural Olga Cadaval
Esta foi definitivamente a mais louca experiência Kamikazi de toda a minha vida. Preparar uma obra contemporânea, em estréia mundial, de 270 páginas, para dois pianos, côro e solistas, em menos de dois dias, é de loucos. E tudo por culpa de uma malvada apendicite que atacaria subitamente a minha querida Carla Simões, impedindo-a de se apresentar no dito concerto. A alternativa seria o cancelamento. Decidi então arriscar. É claro que não fiz mais nada a não ser repetir ininterruptamente cada frase tentando absorver tudo o que me fosse possível. Foi um autêntico salto para a corda bamba. Felizmente tudo correu bem, e é isso que importa. Apesar das circunstâncias, tive a sorte de poder interpretar uma obra maravilhosa. Rítmos latino-americanos em contínua mutação, textos literários belíssimos, com uma paleta de cores impressionante. Gostaria muito de, oportunamente, voltar a fazê-la. Além de desejar rápidas melhoras à Carla, quero também agradecer o incansável apoio de todos os intervenientes. A todos ... Parabéns e muito obrigada.
Compositor - Daniel Shvetz
Selecção e montagem de textos - Paula Ramos
direcção - Jorge Carvalho Alves
Coro Sinfónico Lisboa Cantat
Francisco Sassetti (piano)
Paul Timmermans (piano)
Sónia Alcobaça (soprano)
Fernando Guimarães (tenor)
Manuel Rebelo (barítono)
O texto que serve de base à obra é uma montagem da prosa e poesia de cinco autores latino-americanos e um português. Nasceu do desafio feito pelo compositor, Daniel Shvetz, à escritora argentina Paula Ramos. O cubano Alejo Carpentier e o seu El reino de este mundo e Los pasos perdidos revelam-nos, com uma abordagem barroquista, uma visão lírica das primeiras épocas a seguir à colonização da América Central; o peruano Cesar Vellejo, um dos maiores representantes da poesia hispano-americana, brinda-nos com a sua constante inspiração e com as mais belas sonoridades do castelhano; Padre António Vieira, um dos pais da portugalidade e de língua portuguesa, através de excertos do seu conhecido Sermão de Santo António aos Peixes, dirigindo-se-lhes como se eles fossem homens; Manuel Scorza e a sua descrição, em prosa poética, das revoltas dos camponeses nos anos sessenta, em Redoble por Rancas; Juan Rulfo, considerado pelo seu único romance Pedro Páramo, o maior dos romancistas em língua espanhola, descreve como ninguém o silêncio nas suas diferentes vertentes, a distância, a solidão, a saudade, a busca impossível do parente perdido; e, finalmente, Jorge Luis Borges e a sua refinada forma de encadear pensamentos de forma particularmente sintética e clara.











