sábado, 16 de janeiro de 2010

"Os mortos viajam de metro"


Jovem Suicída (Raquel Alão)

Sarah Kane (Sónia Alcobaça)

Agatha Christie (Susana Teixeira)

Virginia Woolf (Margarida Marecos)

Sylvia Plath (Sandra Medeiros)

Florbela Espanca (Madalena Boléo)

Música Hugo Ribeiro
Libreto Armando Nascimento Rosa
Encenação Paulo Matos
Interpretação Madalena Boléo, Margarida Marecos, Raquel Alão, Sandra Medeiros, Sónia Alcobaça, Susana Teixeira
Orquestra Sinfónica Portuguesa
dirigida pelo Maestro João Paulo Santos

Co-Produção SLTM ~ TNSC



Sinopse

Estreia da ópera resultante da 2ª. edição do concurso Ópera em Criação.

Numa estação de metro abandonada, uma jovem suicida quer pôr termo à vida com um revólver. Tentou-o antes de várias formas, e por isso afastou os vivos daquele lugar, onde já não passam locomotivas. Ela é o fantasma de alguém que morreu no passado, mas não o sabe. O público também só o saberá depois do prelúdio, quando outras personagens começarem a acorrer àquele cais subterrâneo e inóspito, sem perceberem o que as atrai ali. São fantasmas de mulheres escritoras que morreram por suicídio: Florbela Espanca, Virginia Woolf, Sylvia Plath e Sarah Kane. Também a presença póstuma de Agatha Christie comparece, procurando desvendar a identidade enigmática da jovem suicída. Mas só depois de descoberto o nome daquela estação de metro desactivada, quase invisível numa das paredes, elas perceberão quem é a estranha jovem, esquecida de si mesma, que a todos assombra. Esta é uma ópera (com prelúdio e um acto) para seis cantoras que efabula, em séria e lírica paródia, sobre os laços que reúnem a criação poética e a pulsão de morte.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CONCERTO DE ANO NOVO



(Ensaio Geral)
Domingo, 10 de Janeiro, 18:00h
Teatro-Cine de Torres Vedras


A. Copland
Concerto para clarinete e orquestra

S. Barber
Adagio para orquestra de cordas

E.Carrapatoso
“Espelho da Alma” quarteto para piano e cordas

C. Porter
9 canções (arranjos para orquestra de N. Côrte-Real)
- Night and day
- You do something to me
- It’s all right with me
- Ev’ry time we say goodbye
- I love Paris
- Let’s do it
- Get out of town
- From this moment on
- In the still of the night


Sónia Alcobaça, soprano
Rui Baeta, barítono

ENSEMBLE DARCOS

Fausto Corneo, clarinete

Gael Rassaert, violino

Reyes Gallardo, viola

Filipe Quaresma, violoncelo

Helder Marques, piano

CAMERATA DU RHÔNE

Gael Rassaert
, violino e direcção

Nuno Côrte-Real, direcção musical

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

VILLE DE BRON - Espace Albert Camus




NOUVEL AN A BROADWAY

DIMANCHE 3 JANVIER | 17 H 00

Concert du Nouvel An avec la Camerata du Rhône et l'Ensemble Darcos le dimanche 3 janvier à 17 heures à l'Espace Albert-Camus.

La formation à cordes de la Camerata du Rhône et l’Ensemble Darcos du Portugal ont choisi de se réunir autour d’un répertoire de chansons de Broadway des années 1930 à 1950. C’est l’occasion de mettre en relief une partie des compositeurs de musique savante et populaire de la même époque tels que Aaron Copland et Cole Porter. Nombre de leurs créations comptent parmi les plus célèbres du grand répertoire américain de la chanson et du jazz.
Durant ce spectaculaire concert du nouvel an, les deux formations se côtoient, tour à tour, puis se mélangent pour terminer avec les mélodies célèbres de Broadway, comme Night and day, You do something to me…

Soprano: Sónia Alcobaça
Barítono: Rui Baeta

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Haydn - Nelson Mass


20 de Dezembro, 16:30
Quarteira, Igreja S. Pedro do Mar

Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Te Deum para a Imperatriz Maria Teresa
Missa in Angustiis (Nelson Mass), em Ré Menor

Orquestra do Algarve
Côro Ricercare

Maestro:
Osvaldo Ferreira

Solistas:
Sónia Alcobaça (Soprano)
Patrícia Quinta (Mezzo-Soprano)
João Cipriano (Tenor)
Diogo Oliveira (Barítono)

Entrada Livre

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Concerto com a Orquestra do Algarve


16 de Dezembro - 21:30
Faro, Universidade do Algarve



I Parte

Gioacchino Rossini (1792-1868)
Abertura de "A Italiana em Alger"

W.A.Mozart (1756-1791)
"Rapto do Serralho"
"Don Giovanni"
"Zaide"
"Flauta Mágica"

II Parte

Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Sinfonia nº84 em Mi bemol Maior



Maestro:

Osvaldo Ferreira


Solistas:

Sónia Alcobaça (Soprano)
João Cipriano
(Tenor)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cantata para un silencio - Centro Cultural Olga Cadaval


Esta foi definitivamente a mais louca experiência Kamikazi de toda a minha vida. Preparar uma obra contemporânea, em estréia mundial, de 270 páginas, para dois pianos, côro e solistas, em menos de dois dias, é de loucos. E tudo por culpa de uma malvada apendicite que atacaria subitamente a minha querida Carla Simões, impedindo-a de se apresentar no dito concerto. A alternativa seria o cancelamento. Decidi então arriscar. É claro que não fiz mais nada a não ser repetir ininterruptamente cada frase tentando absorver tudo o que me fosse possível. Foi um autêntico salto para a corda bamba. Felizmente tudo correu bem, e é isso que importa. Apesar das circunstâncias, tive a sorte de poder interpretar uma obra maravilhosa. Rítmos latino-americanos em contínua mutação, textos literários belíssimos, com uma paleta de cores impressionante. Gostaria muito de, oportunamente, voltar a fazê-la. Além de desejar rápidas melhoras à Carla, quero também agradecer o incansável apoio de todos os intervenientes. A todos ... Parabéns e muito obrigada.

Compositor - Daniel Shvetz
Selecção e montagem de textos - Paula Ramos
direcção - Jorge Carvalho Alves
Coro Sinfónico Lisboa Cantat
Francisco Sassetti (piano)
Paul Timmermans (piano)
Sónia Alcobaça (soprano)
Fernando Guimarães (tenor)
Manuel Rebelo (barítono)

O texto que serve de base à obra é uma montagem da prosa e poesia de cinco autores latino-americanos e um português. Nasceu do desafio feito pelo compositor, Daniel Shvetz, à escritora argentina Paula Ramos. O cubano Alejo Carpentier e o seu El reino de este mundo e Los pasos perdidos revelam-nos, com uma abordagem barroquista, uma visão lírica das primeiras épocas a seguir à colonização da América Central; o peruano Cesar Vellejo, um dos maiores representantes da poesia hispano-americana, brinda-nos com a sua constante inspiração e com as mais belas sonoridades do castelhano; Padre António Vieira, um dos pais da portugalidade e de língua portuguesa, através de excertos do seu conhecido Sermão de Santo António aos Peixes, dirigindo-se-lhes como se eles fossem homens; Manuel Scorza e a sua descrição, em prosa poética, das revoltas dos camponeses nos anos sessenta, em Redoble por Rancas; Juan Rulfo, considerado pelo seu único romance Pedro Páramo, o maior dos romancistas em língua espanhola, descreve como ninguém o silêncio nas suas diferentes vertentes, a distância, a solidão, a saudade, a busca impossível do parente perdido; e, finalmente, Jorge Luis Borges e a sua refinada forma de encadear pensamentos de forma particularmente sintética e clara.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Críticas


John Allison - Opera

"(...) The plotting of Hagen (James Moellenhoff), Gunther (a powerful-voiced Michael Vier) and Gutrune (the soft-grained soprano Sónia Alcobaça) is vividly done, and Gunther and Gutrune are first discovered sharing a jacuzzi - adding yet another layer of incest to the tangled Ring relationships."

John Allison - Opernwelt

"(...) Die Intrigen von Hagen (James Moellenhoff), Gunther (mit kraftvoller Stimme: Michael Vier) und Gutrune (mit feinkörnigem Sopran: Sónia Alcobaça) kommen lebhaft, erregt. Dass man Gunther und Gutrune zunächst gemeinsam in einem Jacuzzi sieht, spinnt das Inzest-Motiv im «Ring» um eine Episode weiter."


Teresa Cascudo - Mundoclasico.com


"(...) En el lado oscuro, Michael Vier (Gunther), James Moellenhoff (Hagen), Johann Werner Prein (Alberich) y Sónia Alcobaça (Gutrune), fueron también magníficamente convincentes en el aspecto teatral y estuvieron en un buen nivel desde el punto de vista vocal. Por un lado, tuvimos a Moellenhoff, de voz oscura y gesto malvado, tanto como Prein, que es uno de los mejores artistas que han participado en este Anillo. Por otro, a los dos hermanos, de los que me cuesta no destacar a Sónia Alcobaça. Aunque no la conozco personalmente, poseo por la joven soprano portuguesa un especial cariño, que se debe a la valentía con la que está conduciendo su carrera. Esto tiene particular mérito en un medio como el portugués, pequeño y que no ofrece, por lo tanto, demasiadas oportunidades para desarrollar de forma coherente (y sin destrozarse la voz) una carrera tan específica como es la una cantante lírica. Se mueve bien en el registro de soprano lírico spinto. Es muy expresiva, con segura zona grave y timbre brillante, lo que le permite abordar papeles como el de Gutrune. Se resintió un poco del peso de la responsabilidad, lo que no es de extrañar teniendo en cuenta las escasas veces en las que el São Carlos abre sus puertas a cantantes portugueses asumiendo papeles tan relevantes."

Antônio Esteireiro - Opera Actual

"(...) Para los cantantes representaba sin duda un esfuerzo suplementario el ritmo alucinante de la dirección escénica, pero ello no impidió la excelencia de sus prestaciones. (...) Entre los demás solistas cabe destacar al barítono Johann Werner Prein (Alberich), el único que ha cubierto todo el ciclo, y el bajo James Moellenhoff (Hagen), con Michael Vier (Gunther), Sónia Alcobaça (Gutrune) y Maria Luisa de Freitas (Segunda Norna)."

Pedro Boléo - Público

"(...)Para além do extraordinário Prein, destaquem-se ainda as qualidades de Michael Vier (Gunther) e a consistência de James Moellenhoff (Hagen), bem como Sónia Alcobaça, que brilhou vocal e teatralmente no exigente papel de Gutrune."

Laurent - blog.parisbroadway.com

"Les chanteurs, malgré de petites faiblesses, sont globalement excellents. Leur implication au service de la conception du metteur en scène fait plaisir à voir."

ilpastorfido.blogspot.com

"Sónia Alcobaça (Gutrune) - Gostei muito de a ouvir, tem um timbre bonito, e fico feliz por ver uma portuguesa como seconda-donna num teatro que é monopolizado maioritariamente por estrangeiros."

Blog: Aurora luminosa

"Nas vozes, destaco James Moellenhoff (Hagen), pela sua solidez e segurança; e Gutrune (Sónia Alcobaça) de voz harmoniosa e bem timbrada."

Jorge Calado - Expresso

"Tive a oportunidade de assistir novamente (dia 18) a "Götterdämmerung", no São Carlos. Agora bem rodada, esta 4a récita foi uma revelação: o maestro Letonja conseguiu tirar o melhor rendimento duma orquestra transfigurada (em relação à estreia). Se juntarmos a recriação genial de Vick e uma Sónia Alcobaça (Gutrune) e um James Moellenhoff (Hagen) no seu melhor, temos uma gloriosa tarde de ópera! Confirma-se, uma vez mais, que os críticos não devem frequentar as estreias."

Facebook - Ana Cano

"Gostava de felicitá-la. Foi uma muito, muito feliz surpresa esta sua Gutrune! Gostei de conhecê-la, Sónia! - de ouvi-la (timbre tão agradável!), de vê-la (que expressividade!: tudo lhe passa pelos olhos!, pelas delicadas feições que, a cada momento, e tão perfeitamente!, tão exactamente!, tomam para si a expressão do sentir experimentado, do instante, mais do que representado, ali vivido...).
Parabéns!! Felicidades! E... obrigada, Sónia!!"


Artes & Espectáculos - "Crepúsculo dos Deuses" no São Carlos - RTP Noticias, Vídeo

Götterdämmerung: última récita pela Internet




Para quem não tenha tido oportunidade de vir ao Teatro São Carlos assistir ao desfecho do "Anel dos Nibelungos", convido a seguir a última récita em transmissão directa pela Internet, amanhã, dia 27 de Outubro pelas 18h, através do site www.saocarlos.pt. Além da Internet, o espectáculo será igualmente transmitido em ecrã gigante para o Largo do São Carlos.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ópera no Teatro S. Luiz em 2010



OS MORTOS VIAJAM DE METRO
Auto dos Poetas Suicidas


Abril/2010

9, 10 e 11
Sexta e Sábado às 21H00
Domingo às 17H30

SALA PRINCIPAL

Estreia da ópera resultante da 2ª. edição do concurso Ópera em Criação.

Numa estação de metro abandonada, uma jovem suicida quer pôr termo à vida com um revólver. Tentou-o antes de várias formas, e por isso afastou os vivos daquele lugar, onde já não passam locomotivas. Ela é o fantasma de alguém que morreu no passado, mas não o sabe. O público também só o saberá depois do prelúdio, quando outras personagens começarem a acorrer àquele cais subterrâneo e inóspito, sem perceberem o que as atrai ali. São fantasmas de mulheres escritoras que morreram por suicídio: Florbela Espanca, Virginia Woolf, Sylvia Plath e Sarah Kane. Também a presença póstuma de Agatha Christie comparece, procurando desvendar a identidade enigmática da jovem suicida. Mas só depois de descoberto o nome daquela estação de metro desactivada, quase invisível numa das paredes, elas perceberão quem é a estranha jovem, esquecida de si mesma, que a todos assombra. Esta é uma ópera (com prelúdio e um acto) para seis cantoras que efabula, em séria e lírica paródia, sobre os laços que reúnem a criação poética e a pulsão de morte.


Música Hugo Ribeiro
Libreto Armando Nascimento Rosa
Encenação Paulo Matos

Interpretação:

Madalena Boléo
Margarida Marecos
Paula Dória
Sandra Medeiros
Raquel Alão
Sónia Alcobaça

Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pelo Maestro João Paulo Santos

Co-Produção SLTM ~ TNSC