quinta-feira, 22 de maio de 2008
Concerto adiado
domingo, 11 de maio de 2008
A Sea Symphony - Vaughan Williams

Por muito estranho que possa parecer, principalmente com o tempo que tem feito, será este o local do meu próximo concerto, as Piscinas Oceânicas de Oeiras. No dia 22 de Maio às 21h lá estarei na companhia do Côro Lisboa Cantat, de Nicholas McNair ao piano, do barítono Manuel Rebelo e do Maestro Jorge Alves, todos juntos numa plataforma construida sobre o Espelho de Água, esse mesmo da fotografia. No programa, e bem a propósito, a Sinfonia nº1 de Vaughan Williams, mais conhecida por "A Sea Symphony".
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Buxtehude em Ponta Delgada

Será já na próxima semana que, a convite do Côro Bach, voltarei à encantadora ilha de S. Miguel. Desta vez para interpretar as Cantatas "Membra Jesu Nostri" de Buxtehude. Além destas fará igualmente parte do programa a Cantata BWV 182 de Bach. O concerto, integrado nas festividades do Santo Cristo, será no dia 23 de Abril pelas 21h.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Em memória do meu querido Papá (1930-2008)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
"Foyer Aberto" no Teatro Nacional de São Carlos

Primeira foto de "La voix humaine"
“La voix humaine” foi apresentada no Centro de Arte Moderna
«(...) um personagem, o amor, e o acessório banal das peças
LA VOIX, voix, voie... qui raisonne, résonne, RÉSONNE «Aquilo que traz de novo a versão operática de"A Voz Humana" é que a música não se sobrepõe à obra escrita mas sublinha-a», afirmou Cocteau na estreia absoluta. Embora não exista qualquer registo, atrevo-me a afirmar que não terá escapado à sensibilidade poética de Cocteau e Poulenc outro aspecto radicalmente novo suscitado pela versão operática: um título, como “La Voix Humaine”, adquire outra força de evocação se associado a uma ópera… uma força – meta-operática – que impulsionou, desde cedo, o projecto de encenação que desenvolvi. Esta opção viu-se reforçada ao confrontar-me com “Le Bel Indifférent”, peça concebida por Cocteau após “La Voix Humaine” e que, do meu ponto de vista, assume os contornos de uma sequela (trata-se de um monólogo no qual uma mulher, cantora profissional, se dirige ao amante infiel; a actriz/cantora permanece ao telefone ao longo das páginas iniciais da peça e as suas primeiras palavras são uma citação de “La Voix Humaine”: «Allô… Allô…»). Esta perspectiva, para além de lançar nova luz sobre a personagem central, permite despoletar ressonâncias, catalizando, pois, um mecanismo de capital importância para cantores, encenadores e, claro, para um ‘encenador-cantor’. Equacionando estes aspectos, enveredei por uma mise en abyme de aplicação exclusiva à ópera de Poulenc - um ângulo de ataque impossível de aplicar à peça de Cocteau mas sustentado pela presença de música, como se impõe no contexto de um Curso de Encenação de Ópera.
"Uma Pequena Flauta Mágica" na FCG

Wolfgang Amadeus Mozart
Uma Pequena Flauta Mágica (ópera em dois actos)
TIZIANO MANCA (adaptação para agrupamento de câmara)
FÉLIX KRIEGER (direcção musical)
PAULO MATOS (direcção cénica)
MANUEL BOUGOURD (cenografia e desenho ao vivo)
RITA ANJOS (figurinos)
ANA ENES, MARIA JOÃO TRINDADE, SYLVAIN PECKER
ERICA MANDILLO (maestrina do elenco infantil)
Interpretação
INÊS CALAZANS (Pamina)
VERENA WACHTER BARROSO (Rainha da Noite)
SÓNIA ALCOBAÇA (Primeira dama)
MANUEL FERRER (1º elenco) (Primeiro menino)
CATARINA MOTA E MELO (1º e 2º elenco) (Segundo menino)
Agrupamento de Câmara
JOSÉ PEREIRA (primeiro violino)
FILIPE QUARESMA (violoncelo)
ÉTIENNE LAMAISON (clarinete)
ARMANDO MARTINS (segunda trompa)
LUÍS CASCÃO (percussão)
SINOPSE
I Acto
Numa floresta de um país longínquo algures no Oriente, o príncipe Tamino é perseguido por um dragão. No momento em que o dragão está prestes a matá-lo, o príncipe desmaia e surgem três damas que aniquilam o monstro. Maravilhadas com a beleza do príncipe, as três damas da Rainha da Noite correm a chamá-la para lhe contar o sucedido. Tamino acorda e avista com alívio que o dragão está morto, ao lado de Papagueno, o passarinheiro da Rainha. Papagueno mente ao dizer que foi ele quem matou o dragão e as três damas castigam-no com um cadeado na boca, água em vez de vinho e pedras em vez de bolos, tudo para ele não voltar a mentir. É então que a Rainha da Noite faz a sua fulgurante aparição, revelando a Tamino que a sua filha Pamina foi raptada por Sarastro. Mostra-lhe o seu retrato e promete dar-lhe a sua mão em casamento se ele a conseguir resgatar. Tamino fica logo apaixonado e decide partir em busca de Pamina. A Rainha ordena a Papagueno que o ajude e o acompanhe durante o percurso. As três damas fornecem uma flauta mágica a Tamino e um jogo de sinos a Papagueno que graças aos seus poderes mágicos os protegerão na viagem. Importante ainda é a orientação de três meninos que lhes fazem as últimas recomendações. Tamino e Papagueno partem. Papagueno chega ao palácio de Sarastro e encontra Pamina guardada por Monostatos. Fogem os dois, mas são capturados por Monostatos e pelos seus guardas que os levam perante Sarastro. Entretanto Tamino chega também ao palácio e descobre, tal como Pamina e Papagueno, que é um Templo dedicado à sabedoria. Afinal Sarastro é o Mestre do Templo e não o monstro descrito pela Rainha da Noite. Pamina e Tamino apaixonam-se imediatamente um pelo outro, mas Sarastro explica a Tamino que terá de passar por três provas para ser digno de Pamina, o mesmo se aplicando a Papagueno em relação à prometida Papaguena. Todos louvam a grandeza e sentido de justiça de Sarastro.
II Acto
No templo Tamino e Papagueno iniciam as provas, sendo a primeira a prova do silêncio. As três damas surgem e fazem tudo para eles perderem a prova. Papagueno não resiste às incursões das três damas e perde, mas Tamino consegue manter-se na prova. Monostatos canta o seu amor por Pamina, que dorme. Esta acorda com a súbita chegada da Rainha da Noite que se infiltrou no templo para entregar um punhal a Pamina e exigir-lhe a morte do pai. Papagueno lamenta-se da dificuldade e da injustiça da vida que nunca mais lhe manda uma namorada. Nisto surge uma velha que lhe dá de beber e comer e que revela afinal ser a bela Papaguena. Mas Papagueno ainda não conquistou o direito à sua Papaguena. Por seu turno Pamina encontra Tamino que em plena prova do silêncio não lhe fala, facto que ela interpreta como falta de amor. Quer-se suicidar porque viver sem Tamino já não faz sentido e é salva pelos três meninos que lhe explicam a razão porque Tamino não pode falar. Pamina pode então juntar-se a Tamino para enfrentarem as provas seguintes, do fogo e da água.Papagueno, desesperado por não encontrar a sua Papaguena, também quer matar-se. Novamente os três meninos intervêm e salvam-no. Papaguena surge e imaginam juntos um futuro feliz cheio de filhos. Monostatos regressa com a Rainha da Noite e as três damas numa derradeira tentativa para se apoderarem do templo; só que a tentativa fracassa e eles são banidos para todo o sempre. A luz reina sobre as trevas. Tamino fica com a sua Pamina a governar o templo, sucedendo a Sarastro, e Papagueno tem finalmente a sua adorada Papaguena, ficando felizes para todo o sempre.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Últimas e próximas

No dia 04 de Janeiro dei as Boas Vindas ao Novo-Ano com o Concerto "Reviver a ópera no Trindade". Comunhão de cantores de renome em Portugal e da nova geração num programa muito variado. Lotação esgotada.
No dia 06 encerrei as Festas com o Concerto "Adoração com os Reis" na Igreja de S. Domingos, em Lisboa. Do programa o típico repertório de Natal e cânticos de louvor. O público, mais de 800 pessoas, muito entusiasta e interessado. No final os agradecimentos emocionados. Rostos de pessoas que não conheço, mas que me presentearam com todo o seu entusiasmo, ternura e agradecimento genuíno. Momentos em que nos apercebemos da nossa missão nesta profissão.
Para Fevereiro, já no dia 08, estarei no Teatro das Figuras ou Teatro Municipal de Faro, com a Orquestra do Algarve e o Maestro Cesário Costa, num Concerto intitulado "As palavras cantadas pelo amor feito música".
"Que frases escolhem as mulheres para cantar o amor? E como respondem os homens, quando o jogo de emoções se faz música? Aceitando um desafio lançado por Cesário Costa, Director Artístico da Orquestra do Algarve, Lídia Jorge, voz maior da escrita portuguesa, propõe, em forma de concerto, uma visão surpreendente das relações entre as perspectivas feminina e masculina sobre o amor e as palavras cantadas. Árias fundamentais da história da ópera (descobertas agora pelo lado das palavras) cruzam-se com peças orquestrais, num programa que contará com a estreia absoluta de uma obra de João Antunes sobre poemas de Teresa Horta."
“Palavras Cantadas - Oferta das Mulheres aos Homens”
Carta Branca à escritora Lídia Jorge
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Zeffiretti, che sussurrate (Ercole sur Termodonte)
Alma opressa (La Fida Ninfa)
Georges Bizet (1838-1875)
Último Entreacto da Carmen (final do Terceiro Acto)
C´est des contrebandiers (Carmen, Ária de Micaela)
L´amour est un oiseau rebelle (Carmen)
Edvard Grieg (1843-1907)
Marcha Nupcial (Peer Gynt)
Canção de Solveig (Peer Gynt)
Pietro Mascagni (1863-1945)
Intermezzo Sinfónico (Cavalleria Rusticana)
Giacomo Puccini (1858-1924)
Scuoti quella fronda (Madame Butterfly, dueto)
Signore, ascolta! (Turandot)
Tanto amore segreto (Turandot)
João Antunes (n.1975)
Sopro da Inquietação
Minha partilha de mim (Estreia absoluta)
Maestro: Cesário Costa Solistas:
Sónia Alcobaça (Soprano)
Raquel Camarinha (Soprano)
Patrícia Quinta (Meio-soprano)
Transmissão em directo pela RDP Antena 2.
Já no dia 21 terei o prazer de me apresentar em recital com o Maestro João Paulo Santos, às 18 horas no Foyer do Teatro Nacional de São Carlos. O tema será "Camões, os românticos e a ideia de uma ópera nacional". Mais à frente darei notícias.










