
Wolfgang Amadeus Mozart
Uma Pequena Flauta Mágica (ópera em dois actos)
TIZIANO MANCA (adaptação para agrupamento de câmara)
FÉLIX KRIEGER (direcção musical)
PAULO MATOS (direcção cénica)
MANUEL BOUGOURD (cenografia e desenho ao vivo)
RITA ANJOS (figurinos)
ANA ENES, MARIA JOÃO TRINDADE, SYLVAIN PECKER
ERICA MANDILLO (maestrina do elenco infantil)
Interpretação
INÊS CALAZANS (Pamina)
VERENA WACHTER BARROSO (Rainha da Noite)
SÓNIA ALCOBAÇA (Primeira dama)
MANUEL FERRER (1º elenco) (Primeiro menino)
CATARINA MOTA E MELO (1º e 2º elenco) (Segundo menino)
Agrupamento de Câmara
JOSÉ PEREIRA (primeiro violino)
FILIPE QUARESMA (violoncelo)
ÉTIENNE LAMAISON (clarinete)
ARMANDO MARTINS (segunda trompa)
LUÍS CASCÃO (percussão)
SINOPSE
I Acto
Numa floresta de um país longínquo algures no Oriente, o príncipe Tamino é perseguido por um dragão. No momento em que o dragão está prestes a matá-lo, o príncipe desmaia e surgem três damas que aniquilam o monstro. Maravilhadas com a beleza do príncipe, as três damas da Rainha da Noite correm a chamá-la para lhe contar o sucedido. Tamino acorda e avista com alívio que o dragão está morto, ao lado de Papagueno, o passarinheiro da Rainha. Papagueno mente ao dizer que foi ele quem matou o dragão e as três damas castigam-no com um cadeado na boca, água em vez de vinho e pedras em vez de bolos, tudo para ele não voltar a mentir. É então que a Rainha da Noite faz a sua fulgurante aparição, revelando a Tamino que a sua filha Pamina foi raptada por Sarastro. Mostra-lhe o seu retrato e promete dar-lhe a sua mão em casamento se ele a conseguir resgatar. Tamino fica logo apaixonado e decide partir em busca de Pamina. A Rainha ordena a Papagueno que o ajude e o acompanhe durante o percurso. As três damas fornecem uma flauta mágica a Tamino e um jogo de sinos a Papagueno que graças aos seus poderes mágicos os protegerão na viagem. Importante ainda é a orientação de três meninos que lhes fazem as últimas recomendações. Tamino e Papagueno partem. Papagueno chega ao palácio de Sarastro e encontra Pamina guardada por Monostatos. Fogem os dois, mas são capturados por Monostatos e pelos seus guardas que os levam perante Sarastro. Entretanto Tamino chega também ao palácio e descobre, tal como Pamina e Papagueno, que é um Templo dedicado à sabedoria. Afinal Sarastro é o Mestre do Templo e não o monstro descrito pela Rainha da Noite. Pamina e Tamino apaixonam-se imediatamente um pelo outro, mas Sarastro explica a Tamino que terá de passar por três provas para ser digno de Pamina, o mesmo se aplicando a Papagueno em relação à prometida Papaguena. Todos louvam a grandeza e sentido de justiça de Sarastro.
II Acto
No templo Tamino e Papagueno iniciam as provas, sendo a primeira a prova do silêncio. As três damas surgem e fazem tudo para eles perderem a prova. Papagueno não resiste às incursões das três damas e perde, mas Tamino consegue manter-se na prova. Monostatos canta o seu amor por Pamina, que dorme. Esta acorda com a súbita chegada da Rainha da Noite que se infiltrou no templo para entregar um punhal a Pamina e exigir-lhe a morte do pai. Papagueno lamenta-se da dificuldade e da injustiça da vida que nunca mais lhe manda uma namorada. Nisto surge uma velha que lhe dá de beber e comer e que revela afinal ser a bela Papaguena. Mas Papagueno ainda não conquistou o direito à sua Papaguena. Por seu turno Pamina encontra Tamino que em plena prova do silêncio não lhe fala, facto que ela interpreta como falta de amor. Quer-se suicidar porque viver sem Tamino já não faz sentido e é salva pelos três meninos que lhe explicam a razão porque Tamino não pode falar. Pamina pode então juntar-se a Tamino para enfrentarem as provas seguintes, do fogo e da água.Papagueno, desesperado por não encontrar a sua Papaguena, também quer matar-se. Novamente os três meninos intervêm e salvam-no. Papaguena surge e imaginam juntos um futuro feliz cheio de filhos. Monostatos regressa com a Rainha da Noite e as três damas numa derradeira tentativa para se apoderarem do templo; só que a tentativa fracassa e eles são banidos para todo o sempre. A luz reina sobre as trevas. Tamino fica com a sua Pamina a governar o templo, sucedendo a Sarastro, e Papagueno tem finalmente a sua adorada Papaguena, ficando felizes para todo o sempre.













Desta vez, entre ensaios da "Voz Humana" e aulas com Elena Dumitrescu, não sobrou tempo para anunciar atempadamente a minha participação na 2ª edição dos Encontros de Música dos Patudos. No entanto, gostaria de aqui deixar registado o agradável serão passado ontem, 10 de Novembro, na Casa dos Patudos com sala cheia e muita receptividade do público de Alpiarça. Num ambiente descontraído, proporcionado pela narração indispensável de Jorge Rodrigues que criou o elo de aproximação do público ao mundo da ópera, interpretaram-se árias, duetos e quartetos de algumas das mais carismáticas óperas do séc.XIX : "I Pagliacci", "Tosca", "Rigoletto", "Il Trovatore", "Tannhäuser", "Traviata", "Cavalleria Rusticana", "Carmen", "Don Carlo" e "Luisa Miller". Neste recital, além de mim, participaram Larissa Savchenko, Pedro Chaves, João Merino e ao piano o Maestro Armando Vidal. No final toda a simpatia dos presentes, as delícias conventuais da região e o convite para uma visita ao museu dos Patudos. 




